O primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump teve resultado negativo na economia dos Estados Unidos, mas o impacto mais grave aparece no campo institucional. A avaliação é que o presidente ampliou riscos para a democracia ao usar instrumentos econômicos como arma política.
Na economia, Trump retomou práticas associadas à crise de 1929, como a imposição de tarifas elevadas de importação. A estratégia, que não funcionou naquele período, volta a produzir efeitos adversos ao desorganizar cadeias de comércio, aumentar custos e elevar a incerteza global.
Segundo o texto, Trump passou a acionar tarifas para pressionar adversários e negociar objetivos políticos, o que afetou previsibilidade e confiança no ambiente internacional. Com isso, países e blocos aceleraram acordos e redesenharam rotas comerciais para reduzir dependências e riscos.
Um dos exemplos citados é o acordo entre Mercosul e União Europeia, que tende a fortalecer a relação comercial entre os dois blocos em meio ao rearranjo em curso. Enquanto o mundo negocia novas bases, Trump mantém a ameaça de ampliar disputas com o mesmo instrumento, inclusive em episódios ligados à tentativa de anexação da Groenlândia.
Fonte: O Globo