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POLÍTICA

Tarifas e ameaças de Trump pressionam economia e colocam instituições em risco

No segundo mandato, Trump volta a usar tarifas como arma política, aumenta a incerteza global e eleva o risco institucional, enquanto países aceleram novos acordos comerciais.
Kuala Lampur, 26/10/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático - ASEAN.
Ricardo Stuckert/PR

O primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump teve resultado negativo na economia dos Estados Unidos, mas o impacto mais grave aparece no campo institucional. A avaliação é que o presidente ampliou riscos para a democracia ao usar instrumentos econômicos como arma política.

Na economia, Trump retomou práticas associadas à crise de 1929, como a imposição de tarifas elevadas de importação. A estratégia, que não funcionou naquele período, volta a produzir efeitos adversos ao desorganizar cadeias de comércio, aumentar custos e elevar a incerteza global.

Segundo o texto, Trump passou a acionar tarifas para pressionar adversários e negociar objetivos políticos, o que afetou previsibilidade e confiança no ambiente internacional. Com isso, países e blocos aceleraram acordos e redesenharam rotas comerciais para reduzir dependências e riscos.

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Um dos exemplos citados é o acordo entre Mercosul e União Europeia, que tende a fortalecer a relação comercial entre os dois blocos em meio ao rearranjo em curso. Enquanto o mundo negocia novas bases, Trump mantém a ameaça de ampliar disputas com o mesmo instrumento, inclusive em episódios ligados à tentativa de anexação da Groenlândia.

Fonte: O Globo

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