Anúncio
ENERGIA

Carlos Slim amplia presença no petróleo offshore do México

Carlos Slim vai investir US$ 270 milhões para comprar os 50% restantes dos campos de Ichalkil e Pokoch, na costa de Campeche. Com a operação, o empresário amplia a aposta no petróleo offshore e reforça sua posição como parceiro privado da Pemex.
Ipojuca (PE) 01/11/2024 – As unidades de hidrotratametno de nafta e de geração de hidrogênio da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), da Petrobras, trabalham para reduzir os teores de enxofre e componentes instáveis no combustível. O Trem 1 da RNEST vai passar por "revamp", processo de revisão e ampliação de capacidade de produção.
Fernando Frazão/Agência Brasil

O bilionário mexicano Carlos Slim, dono da América Móvil — controladora da Claro — vai investir US$ 270 milhões para comprar a fatia restante de dois campos de petróleo offshore na costa de Campeche, no Golfo do México.

O Grupo Carso, empresa de Slim, informou na segunda-feira (20) que vai adquirir da russa Lukoil a Fieldwood Mexico, passando a deter 100% dos campos de Ichalkil e Pokoch. Em 2023, Slim já havia comprado 50% desses ativos ao adquirir a PetroBal.

Com a nova operação, Slim reforça uma estratégia que o colocou, em poucos anos, entre os maiores investidores privados de petróleo no país. Segundo o histórico de negócios citado no comunicado, o empresário já direcionou mais de US$ 2,4 bilhões para ativos de petróleo offshore no México.

Anúncio

Além dos campos em Campeche, Slim ampliou presença no megacampo de Zama por meio do controle de cerca de 80% da unidade mexicana da Talos Energy, sediada em Houston, e incorporou equipes técnicas experientes com as aquisições feitas nos últimos anos.

O avanço ocorre enquanto a estatal Pemex enfrenta alta do endividamento, queda prolongada da produção e dificuldades financeiras em refinarias. Nesse cenário, Slim tem se consolidado como parceiro relevante da companhia no setor privado.

O empresário também firmou acordos diretamente com a Pemex. Ele participa do desenvolvimento do projeto de gás em águas profundas de Lakach e assinou um contrato de US$ 2 bilhões para perfurar poços no campo de gás de Ixachi.

A Pemex segue pressionada por custos financeiros elevados, o que limita investimentos para elevar produção e eficiência. No fim do ano passado, após disputa pelo controle de Zama, a estatal cedeu a operação do campo à parceira Harbour Energy. Ainda não está claro se a capacidade de investimento de Slim será suficiente para alterar o desempenho da Pemex no médio prazo.

Fonte: O Globo

Anúncio

Leia também