O Governo Central registrou superávit de R$ 13,7 bilhões em dezembro e encerrou 2025 com déficit de R$ 66,6 bilhões, segundo cálculos da Warren Rena a partir de dados do portal Siga Brasil.
O resultado equivale a 0,53% do PIB e, pelas regras de abatimentos previstas, fica dentro da meta fiscal de déficit zero, de acordo com a corretora.
Os números oficiais ainda não foram divulgados. A Warren Rena afirma que pode haver diferença em relação ao dado final, mas sem mudança relevante no quadro.
"O saldo gerado no mês foi suficiente para garantir o cumprimento da meta fiscal de 2025 [...] Aplicadas as deduções legais apontadas no quinto relatório bimestral, de R$ 44,5 bilhões (0,35% do PIB), o déficit para fins de verificação da meta foi de R$ 22,1 bilhões (0,17% do PIB)", diz relatório da equipe liderada por Felipe Salto, economista-chefe da corretora.
No acumulado do ano, a receita total cresceu 2,9% em termos reais, enquanto a despesa avançou 3,3%, também acima da inflação. Entre os principais itens de gasto, a Previdência Social subiu 4,1% e as despesas com pessoal aumentaram 4,4%. As despesas discricionárias cresceram 5,7% em termos reais.
O saldo fiscal piorou na comparação com 2024, quando o déficit foi de R$ 47,5 bilhões pelo critério do Banco Central. Segundo a análise, a política fiscal de 2025 teve contenção no primeiro semestre e retomada do gasto na segunda metade do ano, com pagamento de precatórios e aceleração da execução orçamentária, em um contexto de desaceleração da economia associada à alta de juros.
Para 2026, o Orçamento prevê meta de superávit primário de R$ 34 bilhões, com margem de tolerância que permite cumprir a regra mesmo com resultado próximo de zero ou deficitário, a depender dos abatimentos permitidos, como gastos com precatórios. Para buscar o objetivo, a Warren Rena aponta que o governo ainda precisará ampliar receitas, mesmo após medidas aprovadas no fim de 2025, incluindo redução de benefícios tributários.
Fonte: O Globo